ABC do Yôga

ABC do Yôga
novembro 6, 2016 yogaadventure
In Yôga

A primeira imagem que vem quando se pensa em Yôga provavelmente é uma posição próxima ao contorcionismo ou parado respirando!

A primeira sensação para quem faz a sua primeira aula de Yôga provavelmente é a conclusão que Yôga chega próximo do impossível e é maravilhosa a sensação que vem depois! Já a segunda aula de Yôga apresenta-se tão mais fácil que a primeira e assim se sucede aula a aula até o professor aparecer com uma nova técnica.

Para eu conseguir explicar a causa dessas percepções criei o ABC do Yôga, uma forma de ajudar iniciantes no Yôga e até mesmo quem já pratica Yôga, mas tem dificuldade em executar algumas técnicas.

A – Deixe a sua respiração ditar o ritmo
Para aqueles que acompanham o blog do YA, já deve ter visto a importância de respirar!  Sempre digo em minhas aulas que a respiração é a chave de tudo, alimenta o corpo, controla as emoções e estimula a mente.

Para você que está iniciando no Yôga, procure observar sua respiração durante as técnicas propostas na aula e leve em consideração como ela se comporta. Se a sua respiração entrar em um ritmo desgovernado é sinal que você está exagerando, forçando seu organismo a fazer algo que ele ainda não está pronto. Opte por fazer uma variação mais simples da técnica exigida. Quando você assumir o controle da sua respiração vai perceber que seu corpo corresponde em harmonia a todos os seus pedidos.

Portanto o primeiro passo do Yôga Adventure é o controle da sua respiração.

B – Assuma um diálogo interno
Para o passo B, você precisa entender que Yôga não é performance, mas performance é Yôga.

Se você observar um ginasta e um yôgi (lê-se yôgui) se movimentando conseguirá distinguir qual é qual?

A maior diferença entre ginástica e Yôga é a atitude interna. Se Yôga fosse apenas performance, os ginastas seriam os melhores yôgis, mas não o são.

Toda vez que for executar uma técnica do Yôga, procure observar seu comportamento interno. A vontade de efetuar tal técnica, a reação do seu corpo sobre o comando, a mente atuando com seu corpo e as emoções/sensações que se desprendem exatamente nesse momento. Após reconhecer todas as informações e ouvir o que seu meio interno tem a lhe dizer, diga você ao seu meio interno o que espera dele, o que você acredita que ele seja capaz de fazer. Diga a ele o quanto lhe quer bem e essa proposta (a técnica) é para torna-lo cada vez melhor. E assim vai emitindo informações até convencê-lo em encontrar a satisfação e felicidade aceitando seu pedido.

O segundo passo do Yôga Adventure é conversar com sabedoria e sinceridade com seu meio interno e aceitar as respostas dele independente de qual for.

C – Administre a sua energia
Para o passo C você precisa trocar a força muscular pela harmonia muscular.

O objetivo do Yôga é ampliar o estado de consciência. Sendo assim a melhor forma de conhecer a si mesmo é aplicando a autoobservação. Mas esse fenômeno que provém de seu meio interno só é liberado pela sua consciência após um tempo parado no mesmo lugar. Assim como observar seu meio ao redor. Para reconhecer o local que você está, é preciso permanecer um tempo ali e observar. Ninguém conhece uma nova cidade ficando apenas um dia. Motivo ao qual o Yôga propõe uma permanência maior comparado a repetição.

O tempo recomendado para iniciantes é de 1 a 5 minutos, para intermediários de 5 a 10 minutos, para adiantados de 10 a 15 minutos.

Pergunta que sempre escuto dos meus alunos: – “15 minutos até mesmo nas técnicas musculares?”; minha resposta: – “sim! Em todas as técnicas!”.

Para tornar a regra de permanência viável você deve aprender a administrar sua energia e intensidade na técnica. Ao iniciar procure começar pela variação mais simples e de acordo com o passar do tempo você vai evoluindo a variação até alcançar a mais adiantada nos últimos instantes de permanência da técnica.

O terceiro passo do Yôga Adventure está diretamente ligado ao controle da sua ansiedade.

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