Fazer segurança é tão importante quanto saber escalar!

Fazer segurança é tão importante quanto saber escalar!
setembro 13, 2017 yogaadventure
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Normalmente um iniciante a escalada, vislumbra apenas a necessidade de subir pela parede e logo descobre que a escalada exige um pouco mais.

Vamos lembrar que normalmente se escala no mínimo em duas pessoas, ou seja, o escalador e o segurador. Se dividirmos a escalada ao meio teremos 50% de escalador e 50% de segurador. Assim fica bem notável que fazer segurança é tão importante quanto escalar!

A melhor forma de aprender a fazer segurança é praticando.

Existem alguns tipos de freios, equipamento usado pelo segurador para travar a corda evitando uma queda fatal do escalador.

O freio que o segurador coloca na corda, permite dar corda enquanto o escalador está se afastando, recolher corda enquanto ele está se aproximando e travar a corda durante uma queda ou parada do escalador.

Para fazer segurança e evitar acidentes, foi instituído um padrão nas Associações Alemã, Austríaca e Suíça de Alpinismo, o método “Lógica do Tripé”.

Cada perna do tripé significa um princípio que precisa ser cumprido. A visualização do tripé já sugere que, ao faltar uma perna “a mesa cairá”.

São elas:

  • Mão de Freio – manter sempre a mão na corda que antecede a passagem pelo freio;
  • Mecanismo do Freio – Para que o freio funcione, o mecanismo do freio e as limitações específicas precisam ser respeitados. Os freios são diferenciados em duas classes:

⃰ freios estáticos – que tem como intenção bloquear a corda imediatamente por um mecanismo automático ou semi-automático, como exemplo o Gri-gri;

⃰ freios dinâmicos – a característica desses freios é que eles executar uma força máxima de frenagem que limita o tranco. Enquanto a força da queda estiver acima da força máxima de frenagem, a corda corre pelo freio.  São exemplos: plaqueta, ATC, Oito, Nó UIAA.  Nesse tipo de freio, a força da frenagem está ligada diretamente a capacidade da mão do segurador em firmar a corda que antecede o freio. A corda que corre pelo freio também está correndo pela mão do segurador, este deve se manter mais atento e nunca soltar a corda. Dependendo da queda do escalador (em quedas mais altas), o segurador pode queimar a mão com a corda. Nesses casos, ha a recomendação do uso de luvas!

  • Reflexos Humanos – Reflexos são reações instintivas de defesa e proteção sem raciocínio por ativação do Sistema Nervoso Central. (contração involuntária dos músculos estriados). Os reflexos básicos ao dar segurança são puxar e segurar, o que se explica casos frequentes do segurador queimar as mãos com a corda.

Esses reflexos, “puxar e segurar”, funcionam muito bem nos freios dinâmicos (aumentam a frenagem). Mas nos freios estáticos, como o Gri-gri, puxar e segurar a alavanca faz seu parceiro, o escalador, despencar rapidamente.

O outro reflexo importante é o apoio das mãos.  Tradicionalmente quando caímos, ou somos puxados, a primeira coisa que fazemos é colocar as mãos a frente ou a baixo amortecendo nossa queda (se o segurador soltar as mãos da corda em um tranco proporcionado pela queda do escalador comprometerá a segurança do seu parceiro, principalmente se estiver usando um freio dinâmico).

Lembre-se: aconteça o que acontecer, as mãos do segurador devem sempre permanecer na corda, por isso comece a treinar e praticar esse amortecimento com os pés, levando-os para a parede quando for puxado pela queda do escalador.

Boas escaladas!

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